sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Desconcerto

Quanto espinho, meu amor.
A amargura de viver sem paz, sem peito, sem cais
me arrasta ao mais fundo.
Você foi, na tormenta
no castigo da solidão infindável.
Me arrebatou.
Na cegueira, na ira, minha insanidade
de, em algum instante, desamar.

Meu amor, com seu perdão.
Só me deixa na espera do retorno.
Estou afogando-me
desesperando na distância
com o coração em chamas
os olhos em dilúvio.
Na mente, a catástrofe.

Me perdi.
Esse amor devora minh'alma.
Peço à Deus a misericórdia.

Que seja justo, esse amor.
Que seja breve, esse fim.

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