terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Véspera

Acordei do sono
Da primeira camada, em que a alma repousa
Com a voz do menino dourado.
Enfeitou meus olhos imaginários
E beijou meus ouvidos, cheio de amor, de saudade instantânea.
Quanto tempo eu passei, passeando com a melancolia, agarrada aos meus pés.
Quantos dias passei, com seu nome rondando minha mente... meu amado me deu o perdão e eu abri as portas do presente, pra viver o grande amor...
Contido, infindável, devastou a impossibilidade.
O amo com os trages da fidelidade.
Tudo está repleto de paixão.
Profundamente entregue aos braços do gigante, que caminha confiante pela beirada do mar, à passo largo.
Que seja nosso, esse tempo de gloriosa vitória.
Somos dois e milhares.

2 comentários:

Anônimo disse...

Bruna, bem bacana! dá uma lida no começo do "Em Busca do Tempo Perdido" do Proust, vai gostar: ele também fala dessas camadas do sono/sonho.

Anônimo disse...

Lindo, Bruna! Parabéns pela sensibilidade e criatividade!