domingo, 13 de abril de 2014

Abraçamento em Morte

Nos vejo num abraço de espinhos.
Fincando as pontas bruscamente, sem medo.
Unindo a dor e o desejo, num beijo mortal.
Um sonho pálido, irreal, repleto de pétalas negras,
Fogo e incenso. Tudo me faz respirar o tempo bom, e
A lembrança devolve o pesadelo do último dia.
O tempo corrói as juntas da alma, causando imensa lentidão na caminhada
Cega os olhos, atordoa a mente. Desabriga.
Mas todo esse tempo de solidão, abre os portões da vida...
Me vejo alucinada com o novo-velho. As sensações pequenas, os Sóis, à cada imenso dia.
Pretendo ver o tempo passar com os dedos, com a pele, num coma do amor.
Num sono profundo, em realização.
Teu nome se repete, avança cada vez mais nítido, sobre seu semblante
Que assombra meu sono.
Menino, que saudade.
A árvore cresce com a chuva.
Depois da tempestade, estaremos de pé,
Colhendo os frutos da dor impiedosa.
O amor nos uniu e destruiu.
O amor é feito você: vadio.