quinta-feira, 3 de julho de 2014

Noturnada

Este pecado
Será que é mesmo obscuro?
Teu abraço sem aviso arrancou-me sangue da alma
Escaldante.

Todo o amor num segundo infindável,
No calor que esteve acumulado em meu peito,
E, de relembrar, aguça-me os sentidos e revivo:
Fugindo e amansando-me os desejos.

Você é todo ouro, coração e cordilheira,
De olhos bem abertos... nada é mais seu que você.
Nada quero ferir, nem abrir em mim.

Mas meus olhos infecháveis
Desenharam nas memórias, uma página não-matéria
E será uma canção não-sonora em teus ouvidos,
E, talvez, seja só devaneio... mas te vi, todo.

Que descanse em paz, esse momento,
E eu anoiteça meu corpo, quando houver retorno.

Você é elo, é criador de sonhos, o homem-mágico.
Nada é maior em mim, que esse nosso infinito abrigo.