segunda-feira, 23 de março de 2015

Bravo

Seu amor me aparece "luz".
Surge detrás dos montes, cheio de Sol e
murmura poesia.

Seu amor reescreve meus versos
da alma.
Me traduz em prosa.
Limpa os históricos das histórias
trágicas.

Seu amor transparente faz a distância ser vã.
Quando o amor pousar em seu ninho, prevejo
a paz mundia e filhos trovadores.

Seu amor é magia desvendada para os olhos-sutis.
É abril e maio, aos cobertores.

Seu amor venceu minhas penas e bravejou, orgulhoso,
seu som de pássaro-éter:
somos luz!

(Contra)Tempo

A noite me renovou os dias...
de espera infinda.
O tempo mente, me ilude com os olhos de metal;
seus braços cravejados de diamantes.

Me aguça, machuca,
como beijos de chumbo em meus
ombros.
Mas o dia veio abrir o tempo celestial.

Trouxe a chuva, destruidora,
aniquilando tudo!
Mais alguns dias infinitos.

Agora me sinto pronta pra jornada outra vez.
O amor dói como um furo na agulha.
Mas é preciso, como navegar.