sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Adentra-me

Eternizo teu nome e tua forma.
Tua imagem aprofundada,
marca minha voz
minhas mãos nas cordas
no braço que não é o teu, mas que me revive
como tua lembrança.
Por possuir a palavra-viva
somos nossos.
Tua alma abissal me habita
e não há como ser maior.
A beleza de tua morte é
humana, no brutal da visão que é bela
porque também é minha.
E amo-te porque me amo.
Porque és monstruoso,
pedra-bruta-viva.
Porque amas o amor.
Perfeito erro, destruindo tudo em mim.
Que não é nada.

Nenhum comentário: